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Prefeitura culpa Cosern, Cosern culpa Prefeitura, e quem paga a conta é o cidadão mossoroense

Prefeitura culpa Cosern, Cosern culpa Prefeitura, e quem paga a conta é o cidadão mossoroense


Os consumidores de Mossoró começaram a relatar, nas últimas semanas, um aumento inesperado na Taxa de Iluminação Pública (TIP), e o que deveria ser um problema técnico e transparente se transformou numa guerra de narrativas vergonhosa entre a Prefeitura de Mossoró e a Neoenergia Cosern.

Enquanto a conta de luz chega mais cara, Prefeitura e concessionária passam o dia trocando versões, jogando o abacaxi uma para a outra, enquanto o cidadão fica perdido, sem saber quem está mentindo, quem está omitindo e quem vai devolver o dinheiro cobrado a mais.

A versão da Cosern aos consumidores: “a culpa é da Prefeitura”

Em nota, a Neoenergia Cosern tentou se eximir da polêmica e apontou a responsabilidade diretamente para os municípios. A empresa afirma que:

 • A taxa de iluminação pública é definida exclusivamente pelas Prefeituras, conforme o art. 149-A da Constituição;

 • A Cosern apenas realiza a cobrança na conta de energia por determinação municipal;

 • Reclamações e dúvidas devem ser tratadas com a Prefeitura, porque a responsabilidade pela iluminação pública é do município, conforme artigo 30 da Constituição.

Resumindo: “Não é problema nosso. Reclamem com a Prefeitura.”

A versão da Prefeitura de Mossoró: “a culpa é da Cosern”

A Prefeitura, por sua vez, respondeu dizendo exatamente o oposto, que não mexeu em nada e que o reajuste foi decidido pela própria concessionária, atingindo especialmente consumidores com energia solar.

Segundo a gestão municipal:

 • A Prefeitura não fez qualquer alteração na TIP;

 • O aumento “identificado” teria sido aplicado unilateralmente pela Cosern;

 • A concessionária teria, inclusive, decidido suspender temporariamente a cobrança após a repercussão negativa.

Resumindo : “Não fomos nós. A Cosern é quem tem que explicar.”

No fogo cruzado entre Prefeitura e Cosern, quem paga a conta, literalmente, é o consumidor.