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Prefeito Allyson demonstra maior afinidade com a esquerda do que com a direita

Prefeito Allyson demonstra maior afinidade com a esquerda do que com a direita


É curioso observar o conforto do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), quando está ao lado de figuras ligadas à esquerda. Em contrapartida, o mesmo entusiasmo não se repete quando se trata da direita e, sobretudo, do bolsonarismo.

O histórico fala por si. Quando o então presidente Jair Bolsonaro esteve em Mossoró em diferentes ocasiões, Allyson evitou encontros. O último exemplo aconteceu em junho, quando o gestor não compareceu à visita às obras do Anel Viário 15 de Março, apesar do convite feito pelo senador Rogério Marinho (PL). Preferiu inventar uma agenda a se associar ao ex-presidente. Para Allyson, o bolsonarismo parece causar o mesmo efeito que o alho sobre os vampiros.

Por outro lado, com a esquerda o comportamento é outro. Em março, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu agenda no Rio Grande do Norte, usando o aeroporto de Mossoró como base, Allyson não perdeu tempo. Correu para registrar presença. O mesmo se repetiu agora com o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que também foi recepcionado por ele no aeroporto.

A relação política com a senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do governo Lula no Senado, é ainda mais estreita, quase um pacto de sangue, como dizem nos bastidores.

Allyson tem mostrado, na prática, que sua bússola política não aponta para a direita nem para o bolsonarismo. Ao contrário, seus gestos públicos revelam maior afinidade e conforto ao lado de nomes ligados ao governo petista.