O prefeito Allyson Bezerra (SD) foi uma das lideranças políticas do Estado que mais saiu prejudicada do pleito deste ano. Não emplacou seus dois candidatos, Lawrence Amorim e Jadson, mesmo com votação expressiva na cidade.
Allyson ajudou a eleger Rogerio Marinho (PL) ao senado. No entanto, o prefeito só tem dois políticos que podem contar em Brasília para enviar recursos federais para a capital do Oeste: o próprio senador Rogério, seu aliado, e o deputado bolsonarista General Girão (PL), reeleito com 76 mil votos.
Para 2024, a situação também é complicada para o prefeito. O Solidariedade não conseguiu atingir a clausura de barreira e, com isso, vai perder tempo de TV, rádio e fundo partidário e eleitoral. Deve enfrentar um PT fortalecido no Estado, que conseguiu fazer dois federais e três deputados estaduais, além da própria governadora, Fátima Bezerra. Um desses deputados é Isolda Dantas, que é a aposta de Fátima para a prefeitura de Mossoró.
Isolda deve contar em seu palanque com o apoio de algumas lideranças como as ex-prefeitas Fafá Rosado, Claudia Regina, o vereador Pablo Aires - que tirou votação expressiva na cidade -, além de Larissa, Sandra Rosado e a ex-prefeita Rosalba Ciarlini, que declarou apoio à Fátima no primeiro turno. Terá toda a estrutura do Estado a seu favor.
Allyson precisa do apoio do bolsonarismo de Mossoró para conseguir a reeleição em 2024. Ficar neutro neste momento crucial, onde Lula tem chances de voltar à presidência, pode ser um erro estratégico. Com o petista na presidência, será difícil a liberação de verba para Mossoró. Prefeitos terão que voltar pedir recursos com pires nas mãos em Brasília.
Allyson é gestor que tem feito um bom trabalho em Mossoró, mas essa posição isolada é ruim para ele e Mossoró. O prefeito depende também da ajuda de outras forças políticas para conseguir tocar obras importantes na cidade e manter o seu projeto de reeleição.