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Por falta de leitos e medicamentos, pacientes lotam os corredores do Hospital Regional Tarcísio Maia

Por falta de leitos e medicamentos, pacientes lotam os corredores do Hospital Regional Tarcísio Maia

A situação precária e desumana no segundo maior hospital do Estado, o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), se agravava a cada dia. Nesta sexta-feira (1º), servidores denunciaram que vários pacientes lotam os corredores e outros setores da unidade aguardando uma vaga de leito. 

Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores em Saúde do RN (Sindisaude-RN), Audiclésio Maia, que trabalha no pronto-socorro do HRTM, 10 pacientes aguardam vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O número de pacientes é maior do que o número de leitos disponíveis na unidade. Algumas famílias já procuraram a Defensoria Pública da União (DPU) para inicializar um leito de UTI.

Audiclésio denuncia também a falta insumos e medicamentos, sobretudo os medicamentos plasil, omeprazol via oral e soro ringer simples. Ele conta que os médicos prescrevem, e quando a equipe de enfermagem vai com os prontuários são informados sobre a falta dos medicamentos. 

"Hoje têm 10 pacientes precisando de um leito de UTI, sendo o número de carência maior do que o número de leitos disponíveis. A situação se agrava com a falta de medicamentos importantes para a continuidade do tratamento dos pacientes", disse. 

O servidor descreve o cenário de superlotação nos corredores da unidade com vários pacientes e poucos profissionais de enfermagem para atender a demanda. "Neste sentido fica improdutivo trabalhar em uma unidade hospitalar que não oferece as mínimas condições de trabalho. Pedimos socorro em nome dos usuários do SUS", conclui. 


A lista de medicamentos em falta no HRTM é grande