Os policiais e bombeiros militares do interior do Rio Grande do Norte estão mais uma vez insatisfeitos com o Governo do Estado devido a convocação obrigatória para trabalhar durante o evento Mossoró Cidade Junina, que acontece anualmente no município de Mossoró. Segundo a categoria, essa convocação vai contra a Lei Complementar 624/2018, especialmente o artigo 3º, parágrafo 1º, que afirma: “A voluntariedade deverá ser manifestada pelo agente público...”.
De acordo com os representantes dos militares, a obrigatoriedade do trabalho durante o evento mostra uma falta de planejamento e a ausência de negociações adequadas entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró. A Associação de Praças Militares Estaduais do RN (APRAM) destacou que, ao contrário do que ocorre em Mossoró, na capital e na região do Seridó, há efetivo voluntário suficiente para atender à demanda de eventos de grande porte.
A APRAM criticou a decisão, afirmando que ela desrespeita e desestimula os militares do interior. A associação argumenta que a medida não só segrega, mas também atinge diretamente o efetivo responsável por garantir a segurança da população no segundo maior município do estado.
"A medida desrespeita, segrega, desestimula e atinge em cheio o efetivo incumbido por fazer a segurança da população no segundo município do estado", declarou a APRAM em comunicado.
Os militares apontam que, além da falta de voluntariedade, o suporte logístico para os agentes convocados é inadequado, o que agrava ainda mais a situação. Eles defendem que deveria haver um planejamento melhor para garantir que apenas aqueles que desejam e estão preparados para trabalhar durante o evento sejam convocados.