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Polícia prende autores da chacina em baile funk; briga de facções motivou o crime

Polícia prende autores da chacina em baile funk; briga de facções motivou o crime

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apresentou na tarde desta sexta-feira 24, dois autores da chacina em um baile funk no último dia 11, no bairro Boa Vista em Mossoró. Eles foram presos durante investigação e confessaram participação no crime.

Segundo o delegado Rafael Arraes, títular da DHPP, a motivação do crime tem relação com a rixa envolvendo duas facções criminosas que atuam no Estado, no caso o Sindicato do RN e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Francisco Josenilson e Felipe Martins foram presos e apresentados à imprensa. Com eles, os policias encontraramarmas, coletes balísticos e farda da Polícia Civil. Os dois se recusaram a conversar com a imprensa. 

A polícia Civil informou que um terceiro suspeito foi identificado e encontra-se foragido.

A polícia concluiu que os criminosos ligados ao Sindicato do RN foram até o buffet, onde acontecia o "Primeiro Baile de Favela", para matar Eduardo Nunes, de 19 anos. Além dele, outras quatro pessoas foram atingidas e também morreram. 

Fotos: Passando na Hora

Relembre o caso

A chacina aconteceu na noite do sábado, 11 de março, em um buffet localizado na Rua Hermano Motta. Os criminosos chegaram por volta das 23h45 em um veículo preto e, fortemente armados começaram a atirar nas vítimas. Três pessoas foram mortas do lado de fora, uma jovem morreu dentro do salão e a quinta vítima chegou a ser socorrida para o HRTM, onde morreu minutos depois.


Israel Gomes, Eduardo Nunes, Eriely Amanda, Kaynnã Gomes e Jociê Morais são as vítimas

Morreram na chacina: Eduardo Nunes Farias, 19 anos, morador do Belo Horizonte; Israel Gomes Bezerra, também de 19 anos, morador do Santo Antônio; Eriely Amanda de Sousa Neves, 21 anos, Jociê Morais da Fonseca, de 20 anos de idade, e o cantor Kaynnã Gomes, conhecido "Mc Kay".

Outras seis pessoas que estavam na festa foram socorridas e encaminhadas para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

O caso ganhou repercussão nacional por conta da brutalidade em que as vítimas foram mortas. A maioria com tiros de arma de grosso calibre na cabeça.