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PF prende 3 em desdobramento de operação que levou Henrique Alves à prisão

PF prende 3 em desdobramento de operação que levou Henrique Alves à prisão

A PF (Polícia Federal) prendeu 3 pessoas e fez buscas na sede do Ministério do Turismo, em Brasília, na manhã desta 5ª feira (26.out.2017) em uma ação contra lavagem de dinheiro. A operação Lavat, como foi chamada, é um desdobramento da operação Manus, deflagrada em junho, que levou à prisão do ministro do Turismo e ex-deputado federal, Henrique Eduardo Alves.

Os presos são Norton Masera, chefe da assessoria parlamentar do Ministério do Turismo, Aluízio Henrique Dutra de Almeida e José Geraldo Moura Fonseca Júnior, ambos assessores ligados a Henrique Eduardo Alves. Outras duas pessoas foram alvos de condução coercitiva.

Masera foi apontado pelo doleiro Lúcio Funaro como o operador de Henrique Eduardo Alves no esquema de propinas do PMDB investigado na operação Lava Jato. Na 6ª feira (20.out.2017), a revista Istoé publicou uma reportagem sobre os hábitos luxuosos dele em Brasília. Almeida é ligado a Henrique Eduardo Alves desde os primeiros mandatos do ex-deputado.

Além da sede do Ministério do Turismo, a PF esteve no apartamento do ex-ministro, em Natal, e na TV Cabugi, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Norte. O alvo da busca na emissora eram documentos de Herman Ledebour, procurador, representante e também assessor de Henrique Alves, que é sócio minoritário da empresa.

ESQUEMA SEGUIU APÓS A MANUS

Segundo investigação da PF, a organização criminosa combatida na operação Manus continuou a cometer crimes de lavagem de dinheiro. Os indícios surgiram durante a análise do material apreendido em junho. “Foram identificadas fortes evidências quanto à atuação de outras pessoas pertencentes à organização criminosa, que continuou praticando crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de valores para o chefe do grupo”, diz a nota da PF.

O Ministério do Turismo afirmou que colabora com a investigação e que vai exonerar Masera. O atual ministro, Marx Beltrão, deixou o cargo para reassumir seu mandato e votar a denúncia contra Temer na 4ª feira (25.out), portanto, quem responde pela pasta é o secretário-executivo, Alberto Alves. Uma servidora do ministério foi designada para acompanhar os trabalhos da PF nesta manhã.

UMA MÃO LAVA A OUTRA

Foram cumpridos 27 mandados, entre busca e apreensão (22), prisão temporária (3) e condução coercitiva (2), em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, São José do Mipibu e Angicos, todas no Rio Grande do Norte, e em Brasília. Cerca de 110 policiais federais trabalham na ação. O nome da operação, Lavat, faz referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Lavat”, que significa “uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra”.

Com informações: Poder 360