A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, com esposa, filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, entre os alvos das medidas. Também foi alvo o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo pessoal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão.
As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal a partir de decisão do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. A ação apura suspeita de lavagem de dinheiro dentro do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, que a Polícia Federal estima ter causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões a beneficiários entre 2019 e 2024.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa foi aberta após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas atípicas por parte dos investigados. Os agentes apuram se valores ligados ao esquema foram ocultados por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas de fachada e movimentações em dinheiro vivo.
O senador Weverton Rocha não é alvo desta fase específica da operação, mas segue entre os investigados pela Polícia Federal em outras frentes de apuração. Por meio de nota, o advogado Willer Tomaz afirmou que a diligência de busca e apreensão a que foi submetido decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador em viagem particular já de conhecimento público, e negou qualquer vínculo com o esquema de fraudes previdenciárias.
A Operação Sem Desconto já havia concluído, em julho, o primeiro inquérito sobre o caso, relacionado à atuação da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, a Conafer. O relatório enviado ao ministro André Mendonça resultou em 48 indiciamentos, entre eles o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, foragido, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-pre