A Petrobras aumentou em 17,1% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O novo valor está em vigor desde quarta-feira 1º. A companhia confirmou o reajuste em nota, mas não divulgou a informação no site, como fez, por exemplo, no início de janeiro, quando houve redução de 11,6% no QAV. Dessa forma, a alta acumulada neste ano é de 3,5%.
Os ajustes de preços do querosene de aviação são mensais e definidos por meio de fórmulas contratuais negociadas com as distribuidoras, segundo a Petrobras. Em nota, a estatal afirmou que “os preços de venda de QAV da Petrobras buscam equilíbrio com o mercado e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio”.
A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que, por sua vez, transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores.
A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias do setor, como Azul, Gol e Latam, afirmou, por meio de nota, que com esse último reajuste o preço do insumo está 37,8% superior ao valor cobrado em fevereiro de 2022. A associação também cita um levantamento de dezembro, que demonstrou que o preço na bomba do QAV era 45% superior ao praticado nos Estados Unidos.
Fonte: Revista Oeste