O vereador Petras Vinícius (PSD) ganhou espaço em alguns blogs após um pronunciamento na Câmara Municipal de Mossoró cobrando mais atuação da bancada federal na destinação de recursos da chamada bancada coletiva. No embalo do discurso já feito pelo colega Thiago Marques, Petras engrossou o coro da bancada situacionista na tentativa de emplacar a narrativa de que Mossoró estaria sendo “ignorada” pelos parlamentares federais.
Calma lá, vereador. O tom elevado pode ter rendido manchete, mas o discurso soa, no mínimo, exagerado.
O deputado federal General Girão (PL), que o senhor faz questão de não citar, esteve em Mossoró em fevereiro deste ano (RELEMBRE AQUI). Visitou a Câmara Municipal, reuniu-se com diversos vereadores – inclusive com o senhor, a poucos centímetros de distância – e afirmou que seu mandato está à disposição da cidade. Nenhum registro, nenhuma menção, nenhum agradecimento. Silêncio total nas redes sociais dos vereadores presentes.
O argumento de que Mossoró não recebe mais recursos porque os parlamentares não são reconhecidos pode até ser válido em parte. Mas o silêncio diante de quem não é aliado do Palácio da Resistência também é sintomático. O próprio General Girão já anunciou mais de R$ 28 milhões em emendas para Mossoró. Uma dessas emendas, de 1,2 milhão, foi para o maior projeto de inclusão do Oeste, o Nucleo de Ecoterapia do Semiárido, que está sendo idealizado em parceria com a Ufersa. E o que se ouviu da Câmara? Nada. Quando o deputado não é aliado do prefeito, reina a amnésia.
Antes de acusar os outros de vaidade, é bom que os vereadores também olhem no espelho. A vaidade, por lá, também é coletiva.