A novela acabou,e não do jeito que as “Rochetes” queriam. O nome de Coronel Hélio foi mantido e será confirmado como pré-candidato ao Senado pelo PL neste sábado, 21. Tentaram de tudo. Pressão de bastidor, narrativa em rede social, blogs, rádios, tentativa de empurrar outro nome goela abaixo. Não colou. Hélio fincou o pé e mostrou que, nesse jogo, quem tem base de verdade não é derrubado fácil.
Parte da elite política sonhava em encaixar o empresário Flávio Rocha, direto de Portugal, longe do calor do debate potiguar, Hélio estava aqui, rodando o estado, falando a língua da militância e defendendo pauta que muita gente foge. A direita raiz que muita gente gosta de usar no discurso, mas poucos bancam na prática.
E aí entra o ponto que dói. Naquele palanque, Hélio virou o único que sustenta certas bandeiras sem rodeio. Fala de enfrentamento, de sistema, de temas espinhosos que político tradicional evita. Pode até não agradar todo mundo, mas tem identidade, coisa rara hoje.
Do outro lado, a tentativa era clara de colar um nome forte financeiramente e apostar no efeito rebote da dobradinha com Styvenson Valentim. Estratégia de manual, com cheiro de Faria Lima. Só esqueceram de um detalhe. Voto não é só cálculo, é conexão. E nisso, Hélio saiu na frente faz tempo.
Prevaleceu quem está com o pé no chão. Enquanto uns articulavam de longe, outros estavam no corpo a corpo. E política, gostem ou não, ainda é muito disso. As “Rochetes” podem até espernear, mas o jogo virou, e virou com gosto de derrota pra quem achava que dava pra decidir o RN de fora pra dentro.