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Para parte dos mossoroenses, "greve geral" trata-se de um movimento político-partidário

Para parte dos mossoroenses, "greve geral" trata-se de um movimento político-partidário

A "greve geral", que pretende mobilizar a população contra as reformas do governo Temer (PMDB), como a Trabalhista, da Previdência, o projeto de terceirização, entre outras, é um movimento político-partidário. Esse é o pensamento de muitos mossoroenses sobre o tema que deve parar o país nesta sexta-feira (28).

Em Mossoró, a programação terá uma extensa agenda de atividades durante todo o dia, finalizando com uma caminhada descendo a Avenida Presidente Dutra até a Praça do Pax, no Centro. Os movimentos estão chamando a levar cartazes, faixas e ir com força total para barrar as reformas de Temer.

Em uma enquete realizada no Facebook, a maioria dos usuários sinalizaram que não participarão do ato, pois entendem que a "Greve Geral" não tem um objetivo claro de defender os trabalhadores, mas sim uma forma dos sindicatos promoverem o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT).

"Essa greve não resolve de imediato a nossa situação. Ela é desnecessária e irresponsável. Ela é uma greve política partidária. A CUT e o PT não têm moral para promover greve! Foram eles que deixaram o país nesta situação. Foram 13 anos prometendo essas benditas reformas. Amanhã estarei trabalhando normalmente", disse um usuário.

"Não, vou trabalhar, pois a real função dessa greve já sabemos qual é. Se fosse do povo tudo bem, mas infelizmente será partidarista", respondeu outro internauta.

Bancários, petroleiros, trabalhadores da educação do estado e do município, servidores da saúde, servidores municipais, servidores públicos estaduais e federais, estudantes, técnicos e professores da UERN e Ufersa prometem cruzar os braços nesta sexta.

A greve geral foi convocada pelas centrais sindicais, frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, organizações da esquerda socialista e diversos outros movimentos.

Foto: Deivinson Mendes