Os números do Paraná Pesquisas animaram as militâncias, mas, no cenário político real, ainda é cedo para cravar favoritos na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026. Essa é a primeira pesquisa de um instituto que não atual no Estado, ou seja, longe da atuação de grupos políticos locais. É o que mostra os números mais confiáveis para a disputa.
Os dados apontam um empate técnico entre três nomes: o neo-tucano senador Styvenson Valentim (PSDB), com 22,5%, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), com 22,2%, e a deputada federal Natália Bonavides (PT), que surpreendeu ao aparecer com 17,5%. Mais atrás, o senador Rogério Marinho (PL) tem 14,1%, seguido pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), com 9,2%, e pelo vice-governador Walter Alves (MDB), com 3,8%.
Styvenson tem boa aceitação e investe em saúde. Mas, até o momento, tem mantido aliança com Rogerio e sinaliza que vai disputar a reeleição ao Senado. Ele evita falar sobre eleições, mantendo um perfil discreto. Allyson Bezerra, por sua vez, aposta na sua estrutura midiática (blogs, sites, páginas de influenciadores etc.) para ampliar sua base e consolidar sua viabilidade no interior e na capital. Seu principal obstáculo hoje está dentro do próprio União Brasil, onde enfrenta resistência interna.
Natália Bonavides foi a grande surpresa da pesquisa. Apesar da derrota para Paulinho Freire em Natal, se manteve em evidência. Ela empolga a bolha da lacração e se fortalece como nome alternativo dentro do PT, em um momento em que Cadu Xavier, o candidato mais pragmático da sigla, não desperta entusiasmo. A prioridade do partido está na eleição ao Senado, onde Fátima deve concentrar esforços.
Já Rogério Marinho, principal nome da direita, ainda não se posicionou oficialmente sobre 2026. Seu foco está nas pautas nacionais e na resistência contra o governo Lula. Sua movimentação para as eleições começará a ganhar forma entre março e abril, com o evento "Rota 22". Entre os postulantes, ele é o que corre menos riscos, pois não precisa deixar o cargo para entrar na disputa.
Cedo? Sim, porém, longe! Até agora, só quem se animou foram as militâncias.