Os nossos representantes políticos falharam. A companhia aérea Azul anunciou que, a partir do dia 10 de março, deixará de operar no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró. A justificativa é a alta do dólar que encarece os curtos de operação. Divulgamos a informação em primeira mão e fomos acusados de espalhar fake news. Três dias depois, os demais veículos de imprensa confirmaram aquilo que já havíamos alertado.
A governadora Fátima Bezerra veio a Mossoró, prometeu ao tred turistico se reunir com a Azul em São Paulo para tentar reverter a decisão. Mas quem ainda acredita em uma palavra da governadora? A verdade é que, com o aumento da alíquota de ICMS em 20%, o estado sufoca suas empresas. O estado é caro, burocrático, ineficiente e incapaz de atrair investimentos.
A Azul vai embora. Sem resistência, sem pressão política suficiente. Apenas o silêncio constrangedor de quem deveria lutar pela cidade. Mossoró, com seus 300 mil habitantes, perde a conexão aérea que era vital para o turismo e os negócios. Uma cidade isolada é uma cidade enfraquecida.
Essa perda não é apenas da Azul ou do aeroporto. É de todos nós. Mossoró sofre as consequências de um estado que se recusa a crescer e prefere inchar sua máquina pública a criar condições para o desenvolvimento. É um golpe na economia, no turismo e, principalmente, na autoestima da população.
Seguimos contando os prejuízos. Que 2026 traga bons ventos – seja lá quem for o governador, desde que não venha do mesmo partido que nos levou a esse buraco, o PT. Mossoró merece mais. O RN merece mais.