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Ordem de ataques no Rio partiu de presídio em Mossoró

Ordem de ataques no Rio partiu de presídio em Mossoró

Detento da Penitenciária Federal de Mossoró, Carlos Henrique dos Santos Gravini, conhecido por Rato, é suspeito de ter articulado a guerra entre facções rivais no Rio de Janeiro, orquestrada para a última terça-feira, 2, mas que foi contida pela Polícia Militar que realizou várias prisões e apreensões de armas.

Rato teria solicitado que todas as favelas da facção Comando Vermelho cedessem homens e armamentos para o confronto com criminosos do Terceiro Comando Puro. A solicitação ocorreu junto ao chamado "Conselho do CV". A comunicação teria sido feita através de advogados.

De acordo com publicação do jornal O Dia, a investigação da polícia carioca trabalha com a hipótese de que Rato teria encontrado facilidade para convencer o ‘Conselho do CV’. Isso porque quando perdeu o controle de Cidade Alta, bairro considerado estratégico para o tráfico de drogas no Rio, para o Terceiro Comando Puro, o criminoso viu comparsas mudando de quadrilha. Estes foram considerados traidores e jurados de morte. O confronto na última terça seria uma oportunidade de cumprir o juramento.

A ação que teria sido orquestrada por Rato não obteve sucesso porque um documento datado de abril já alertava a inteligência das polícias Militar e Civil de que criminosos do Rio, sem data e horário definidos, pretendiam articular uma retomada dos pontos de venda de entorpecentes da Cidade Alta. Ciente da articulação, a PM já tinha um plano para o cerco na favela, caso a ação se concretizasse.

Rato

Carlos Gravini, o Rato, teve pedido de transferência para presídio federal feito pela Secretaria de Segurança do Rio no ano passado. O criminoso tem ficha extensa. É assassino de PMs, assaltante e traficante.

Com informações: Portal NOAR