Por: Ismael Sousa
A oposição em Mossoró resolveu contratar um instituto de pesquisa para fazer uma sondagem interna e saber como anda a desenvoltura dos principais postulantes na disputa à cadeira do Palácio da Resistência. A proposta é tentar tirar todas as dúvidas ao analisar um cenário com nomes que poderiam enfrentar o prefeito Allyson Bezerra (UB), que vem registrando boa avaliação de sua gestão.
Os números oficiais não foram revelados, já que se trata de sondagem interna, mas, pelas comemorações e declarações subliminares, a oposição acredita que juntando os principais nomes que fazem oposição à atual gestão, é possível uma disputa direta com o menino do chapéu de couro.
A sondagem é a parte fácil. A tarefa difícil é conseguir mobilizar uma união viável que consolide um nome para enfrentar o prefeito. Entre os principais nomes estão o da deputada Isolda Dantas (PT), do vereador Tony Fernandes (SD) e o da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Jorge do Rosário (o Mick Jegger da política mossoroense) estaria costurando essa frente ampla, mas priorizando a nominata de vereadores do Avante, partido que preside no RN.
Nos bastidores há informações de Rosalba até toparia subir no palanque de Tony ou Isolda. Sua estratégia é não deixar Allyson ser reeleito por W.O. Resta saber se Tony subiria num palanque de Rosalba, e se Isolda subiria num palanque de Tony. O vereador tem uma boa parte de seu eleitorado das forças de segurança (Polícia Militar e Guarda Municipal), que não batem com a esquerda e que, em contrapartida, o PT tem "oooodxiooo".
Já o ego inflado do petismo não permite ser usado como “soldado” na linha de frente num projeto em que não tenha um nome do partido como protagonista (cabeça de chapa), principalmente em um cenário favorável como hoje, com o PT gozando (ou fumando) de duas máquinas importantes: a Estadual e Federal. A turma do "dedo no furico, gritaria e Lula Livre" quer marchar isolada.
Eu já vi essa cena antes, em 2020, quando o grupo de oposição tentou se unir, e se resumiu a uma única foto. Após esse instantâneo, o grupo se esfarelou e ninguém abriu mão para apoiar um nome que poderia polarizar com Rosalba. A oposição lançou três principais nomes: Claudia Regina, Isolda Dantas e Allyson Bezerra. O murchar da “Rosa” foi fundamental para a vitória do menino do Chafariz.