Por: Ismael Sousa
A preocupação dos produtores rurais, agricultores e pecuaristas, representantes da carcinicultura e da indústria do Rio Grande do Norte em relação à possibilidade de cobrança pela água bruta no estado é compreensível e merece atenção. A proposta de cobrança abrange desde os poços artesianos até a água dos rios, e seu impacto potencial sobre as atividades rurais e agroindústrias tem gerado apreensão na comunidade agrícola.
A polêmica foi matéria de capa da Tribuna do Norte deste domingo (21). De acordo com informações obtidas pelo jornal, a minuta de decreto em discussão apresenta uma variação de valores para a cobrança, situando-se entre R$ 0,01 e R$ 0,45 por m³ de água. Essa faixa de preços estabelecida pode ter implicações significativas para os produtores rurais, especialmente quando consideramos que a água é um recurso fundamental para suas atividades diárias.
A imposição dessa cobrança pode ter consequências negativas para o agronegócio potiguar, gerando inclusive prejuízos e desemprego. A agricultura e a pecuária são setores essenciais para a economia do Rio Grande do Norte, contribuindo para o abastecimento de alimentos, a geração de empregos e o desenvolvimento da região. A adição de mais um encargo financeiro, como a cobrança pela água bruta, pode colocar em risco a viabilidade dessas atividades e a sobrevivência das agroindústrias locais.
Essa medida é mais um ataque contra o agronegócio potiguar. A governadora Fátima Bezerra (PT) tem atuação política alinhada com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o que levanta questionamentos sobre a real intenção por trás dessa proposta.
É preocupante quando um partido político, cujo líder, no caso o presidente Lula, considera o Agronegócio Brasileiro como um setor "fascista", especialmente levando em conta a importância desse setor na economia do país, representando mais de 30% do PIB. Essa postura levanta questionamentos sobre as políticas e ações que podemos esperar de governadores alinhados com esse partido. Infelizmente, tal visão pode levar a um isolamento do estado em relação aos seus vizinhos, prejudicando o desenvolvimento e a cooperação regional.