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Opinião - Eleições 2026: A direita tem várias opções, enquanto a esquerda só tem Lula

Opinião - Eleições 2026: A direita tem várias opções, enquanto a esquerda só tem Lula


Por: Ismael Sousa

As eleições presidenciais de 2026 já começam a agitar a política nacional, embora ainda seja cedo para se discutir. A escassez de opções preocupa a esquerda, pois o nome mais popular no campo progressista continua sendo o de Lula. O Partido dos Trabalhadores (PT) aposta todas as fichas nele para tentar se manter no poder, pois não há outro candidato que possa substituir o atual presidente em uma sucessão em 2026. No entanto, Lula, que já tem 77 anos, demonstra rancor, ódio e um discurso agressivo, como sua consideração de que o Agronegócio é fascista. Isso é péssimo para a economia e o mercado. Além disso, seus seis meses de governo são desastrosos. Sua aproximação com ditaduras, como Venezuela, Cuba e Nicarágua, preocupa o eleitorado fora da polarizada ideológica. 

Por outro lado, no espectro político oposto, temos diversas opções na direita e centro-direita. O principal líder dessa ideologia, que ainda é nova no país, continua sendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele vai usar a sua popularidade para fortalecer bases conservadoras em campanhas nas principais capitais do país no próximo ano.

Apesar da possibilidade de Bolsonaro enfrentar uma condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que é provável, dada a seletividade da nossa justiça, o leque de opções dentro da direita é amplo. Temos, por exemplo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tem se destacado com um gestor exemplar. O governador de Minas Gerais, Zema, também é uma figura destacada nesse contexto. Além disso, dentro do bolsonarismo, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tem surpreendido como uma mulher forte na política. Seu carisma, e defesa das causas sociais e inclusão, impressionam, tornando ela uma possível aposta de Bolsonaro, caso ele se torne inelegível.

Embora a direita tenha perdido a presidência em 2022, ela cresceu no Congresso. Um exemplo disso é o Rio Grande do Norte, um estado historicamente dominado por oligarquias ou partidos de esquerda, que conseguiu eleger três deputados de direita (General Girão, Sargento Gonçalves e Coronel Azevedo), além de um senador (Rogério Marinho). 

As eleições de 2024 serão um termômetro importante para analisar o cenário de 2026. Com Lula desgastado e enfrentando uma queda em sua popularidade, inclusive em regiões onde tradicionalmente tem apoio forte, como o Nordeste, há grandes chances de a direita retornar ao poder. Opções não faltam para esse campo político.