Por: Ismael Sousa
O Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), indiscutivelmente se destaca como um dos principais políticos em exercício no Brasil atualmente. Sua vasta experiência técnica o consolida como um gestor altamente avaliado em São Paulo. Sem recorrer a populismo ou exageros midiáticos, seu foco está em trabalhar. No entanto, no que diz respeito ao debate sobre a reforma tributária, o governador pisou na bola.
O ex-presidente Jair Bolsonaro convocou sua bancada federal, na manhã de hoje, para propor que os parlamentares do PL votassem contra a reforma tributária. Isso gerou debates e até mesmo hostilidades da base bolsonarista em relação ao governador de São Paulo, que estava presente na reunião, que afirmou apoiar 95% da proposta.
Tarcísio não decepcionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem ele deve seu cargo e ascensão política, mas ao se aliar ao ministro da economia, Fernando Haddad, ao apoiar uma proposta que prejudicará estados, municípios e as camadas mais pobres, ele se envolveu em uma polêmica e escolheu o lado errado.
O Governo Lula está aplicando uma forte pressão para aprovar a reforma tributária. Foram liberados R$ 5,2 bilhões via pix em emendas parlamentares para deputados, um recorde, visando à aprovação da proposta governamental. Mas o que essa reforma propõe?
A proposta do PT é favorável ao Governo Federal, mas prejudicial para a população. Centraliza o poder, diminuindo a autonomia dos estados; propõe um IPVA progressivo com base na emissão de carbono, o que afeta os proprietários de veículos; a reforma sugere um aumento no imposto de renda sem garantias de compensação; a cesta básica pode ficar até 60% mais cara, impactando a população de baixa renda; a reforma pode aumentar a tributação do patrimônio, tornando o IPTU mais oneroso e, para concluir, gera insegurança jurídica, pois não garante a jurisprudência e as definições da Constituição, podendo sofrer interferências e alterações do judiciário a qualquer momento.