Por: Ismael Sousa
A aliança política entre Allyson Bezerra e Rogério Marinho é algo que se espera que perdure por um longo tempo. O rompimento entre o prefeito e o senador é ruim para os dois lados, especialmente à medida que se aproxima o cenário eleitoral de 2024 e, posteriormente, a disputa estadual de 2026.
Allyson Bezerra possui uma ligação sólida tanto com a senadora Zenaide Maia quanto com o senador Rogério. Mas isso não é problema. Zenaide vai tentar a reeleição em 2026 ou optar por um cargo de deputada federal ou estadual, abrindo espaço na base de eleitores de esquerda para as candidaturas de Fátima Bezerra e Ezequiel Ferreira ao Senado.
Por outro lado, a situação de Rogério Marinho é mais confortável, pois sua reeleição acontecerá somente em 2030. No entanto, seu nome também é mencionado como possível concorrente à disputa pelo governo estadual em 2026. Marinho pode entrar na corrida, e se não vencer, ainda manterá seu cargo como Senador. Mas e quanto a Allyson? O cenário parece mais desafiador para o prefeito de Mossoró.
Embora tenha sido lançado como candidato ao governo em 2026 pelo presidente do União Brasil, José Agripino, Allyson precisa priorizar 2024: a sua reeleição como prefeito. Ele enfrenta uma corrida pelo segundo mandato em um cenário favorável, com pouca articulação da oposição e a ausência de um nome de peso capaz de rivalizar com sua popularidade.
Almejar a posição máxima no Estado é um objetivo de longo prazo para qualquer político. Allyson também tem ambições elevadas e vislumbra essa oportunidade. No entanto, para alcançar esse objetivo, ele precisa garantir a manutenção de um político de confiança no seu lugar atual. A disputa pela indicação de vice na chapa será eletrizante.
A decisão de largar o mandato de prefeito e se arriscar em uma corrida pelo governo pode ser arriscada, como evidenciado pelo caso de Carlos Eduardo em 2018, quando renunciou como prefeito de Natal para concorrer ao cargo de governador e acabou derrotado por Fátima Bezerra.
Allyson e Rogério precisam um do outro. Separados, se tornam mais fracos, entregando o controle do Estado ao grupo político de Fátima Bezerra, que deverá lançar Walter Alves como candidato. Ambos, prefeito e senador, são figuras de importantes para a sucessão de 2026, e um pode apoiar o projeto do outro se uma vitória se mostrar viável. A vaidade e interesses pessoais precisam ser deixados de lado.