Por: Ismael Sousa
Trabalhar em meio a um cenário de guerra é uma experiência difícil de mensurar. O que aconteceu nos últimos dias no Rio Grande do Norte foi uma onda de terrorismo que se assemelhava mais a uma guerra. Os primeiros ataques em Mossoró aconteceram na manhã do dia 14, quando carros, caçambas e caminhões de lixo foram alvo dos criminosos. Medidas duras foram tomadas e a Prefeitura ordenou o recolhimento de toda a frota, suspendendo os serviços de coleta de lixo.
Com os ataques das facções se intensificando, a cidade vivenciou o caos com pilhas de lixo se acumulando nas ruas. Foi um cenário atípico, desolador e surreal. Para que a coleta de lixo pudesse ser realizada com segurança, uma medida incomum precisou ser adotada: coleta de lixo com caminhões sob escolta de viaturas da Guarda Municipal. Apesar de achar essa situação surreal, é impossível não reconhecer o trabalho dos profissionais da limpeza e da segurança que, unidos, intensificaram a coleta nos bairros com maior acúmulo de lixo.
Não quero direcionar palavras de agradecimento aos gestores, diretores ou funcionários superiores, mas sim reconhecer a dedicação dos profissionais anônimos que garantiram que esse serviço fosse feito de forma gradativa. Ainda há muito lixo para ser recolhido, no entanto, é difícil não notar o esforço desses servidores. Trabalhar em um cenário de ataques criminosos não exige apenas esforço físico, mas também mental. Por isso, agradeço a esses profissionais pelo trabalho incansável.