Tenho acompanhado a polêmica sobre a retirada de uma pessoa em situação de vulnerabilidade social e as discussões que seguem nas redes sociais. O episódio ocorreu ontem no Supermercado Cidade Alternativo, no Centro de Mossoró. Optei por esperar a posição oficial do estabelecimento e concordo plenamente com a nota divulgada.
É notório que há muitos pedintes que constantemente incomodam os clientes, insistindo ou até mesmo exigindo produtos nos caixas. O problema da vulnerabilidade social não é, de maneira alguma, responsabilidade do supermercado, mas sim do poder público. A doação e a assistência devem ser voluntárias, não uma imposição por parte dos pedintes.
Se o supermercado não adotar medidas, em breve perderá o controle, e todos se sentirão no direito de importunar os clientes. O resultado seria a diminuição de clientes, prejuízos e, por fim, o fechamento do supermercado, com demissões por conta da insegurança.
A responsabilidade pela vulnerabilidade social é do poder público, dos representantes políticos, das entidades que representam os Direitos Humanos, não do supermercado. A rede pode contribuir com doações de alimentos para os necessitados, mas não pode permitir que suas instalações se transformem em um local de tumulto, com pedintes cobrando alimentos dos clientes a todo momento.
Se houve excessos nesse caso, que a polícia investigue, mas a posição adotada pelo Supermercado está corretíssima.