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O rosalbismo estaria disposto a voltar ao poder na corcunda do petismo?

O rosalbismo estaria disposto a voltar ao poder na corcunda do petismo?


Por: Ismael Sousa

O convite aberto da deputada Isolda Dantas (PT) para o grupo político da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) é um início da tentativa de construção de uma frente ampla contra o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) nas eleições municipais de 2024 em Mossoró. Isolda, que já lançou sua pré-candidatura em um evento reservado para sua militância e sem a presença da governadora Fátima Bezerra, agora está em uma corrida contra o tempo para reunir lideranças de oposição. 

Isolda é ambiciosa. Aposta na força das máquinas estadual e federal, e conta com o apoio de Rosalba nessa frente ampla. Fica a dúvida: estaria o rosalbismo disposto a abraçar o projeto do petismo e retornar ao poder como coadjuvante, servindo como sombra para outro grupo político? 

A história política de Mossoró é marcada pelos 70 anos de domínio da família Rosado, que, seja lançando candidaturas próprias, apresentando duas ou mais candidaturas para dividir a família, ou apoiando nomes sem ligação sanguínea. Esse histórico de hegemonia encontrou uma barreira em 2020, com a vitória do então deputado Allyson Bezerra. 

A oligarquia Rosado amargou derrotas nos últimos pleitos, começando pela não reeleição de Rosalba em 2020, seguida pela não reeleição de Beto Rosado como deputado federal em 2022, apesar da boa votação, com mais de 83 mil votos. Por último, a cassação do mandato da vereadora Larissa Rosado (União Brasil) em 2023, pelo uso de candidaturas laranjas na nominata do PSDB. 

Sem musculatura, sem uma militância ativa e sem estrutura, o que resta do Rosalbismo, uma das correntes políticas da família Rosado, é abraçar os projetos de outros. O palanque de Isolda surge como uma das opções.