O último sábado, 22, foi marcado por uma tragédia que escancara a impunidade e o descaso com a vida humana no Brasil. José Martins Vera Neto, o "Nethão", perdeu a vida brutalmente ao ser atingido por um carro enquanto pilotava sua moto na Avenida Abel Coelho, em Mossoró. O motorista, Lucas Vinícius, havia passado a madrugada na balada e, segundo agentes de trânsito, apresentava sinais de embriaguez. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi liberado após pagar uma fiança de apenas R$ 1.500.
Esse valor, para a Justiça brasileira, significa a vida de um homem trabalhador, voluntário da APAE, que dedicava seus dias a arrecadar alimentos e dinheiro para ajudar os mais necessitados. Enquanto família e amigos choram a perda, o responsável pela tragédia segue em liberdade.
Aí está o retrato de um país onde irresponsáveis sem armas de fogo matam impunemente ao volante, protegidos por brechas na legislação e pela conivência de um sistema falho.
A vida dele valeu um pouco mais que um salário mínimo.
Quantos "Nethões" ainda precisarão morrer para que algo mude?