Em entrevista ao Jornal da Manhã Natal, da JP News Natal, nesta segunda-feira (19), o candidato ao Governo do RN Allyson Bezerra (União Brasil) afirmou aos jornalistas Liciane Viana, Virgínia Coelli e Júlio Pinheiro que o 1º turno deixou um recado claro, já que mais de 63% dos potiguares votaram por mudança. "Ninguém quer mais viver num estado inseguro", disse. Ele citou o aumento de 154% nas mortes de jovens, os feminicídios, os 20 mil potiguares na fila de cirurgias eletivas, os pacientes nos corredores do Walfredo Gurgel e o pior IDEB do país na rede estadual. "Oito anos de insegurança, oito anos com as pessoas sofrendo na fila dos hospitais. Esse é o Estado que a gente quer? Não", completou. Sobre o consignado bloqueado de servidores e aposentados, foi direto. "Isso é culpa de quem? É só da governadora? É de quem esteve com ela oito anos tomando de conta do cofre."
Questionado sobre o custo das propostas, Allyson reafirmou o compromisso de zerar o IPVA de motos de até 170 cilindradas e de perdoar a dívida das motos apreendidas. "Meu povo, a Paraíba já fez isso. Outros estados do Brasil já fizeram isso. Nós vamos fazer", afirmou. Ele também defendeu a bolsa de R$ 200 por mês para alunos da rede estadual e o PIX de R$ 1.000 para quem passar de ano, começando pelos mais vulneráveis. "Às vezes qual é a dificuldade? É porque não se querem colocar o pobre dentro do orçamento", disse. Segundo ele, a conta fecha com desburocratização e aumento da arrecadação sem subir imposto, a exemplo de Mossoró, que saiu da nota C para a nota A na CAPAG e hoje tem R$ 252 milhões na previdência. "Sabe quanto é que o estado tem? Zero", comparou.
O secretariado, de acordo com Allyson, será técnico e cobrado por metas, com quadros de instituições como UFRN, IFRN, UERN, UFERSA, FIERN, Fecomércio e Sistema S. "Um secretariado que vai ser avaliado pela capacidade que ele tem de fazer interlocução com a sociedade civil, com as instituições, e que tem a capacidade de entregar resultado", explicou.
Para Natal, Allyson disse que vai acabar com o boicote que o governo atual impõe ao prefeito Paulinho Freire e construir, em parceria com a Prefeitura, a terceira ponte e o Parque Linear. "A partir de janeiro, todas as travas, todo o boicote vai acabar", garantiu. "Eu quero fazer um governo que o natalense bata no peito e diga assim, agora a gente tem governador que olha para a gente."
Sobre a disputa presidencial, o candidato manteve a posição de não declarar apoio e disse ser o único capaz de dialogar com qualquer presidente eleito, como fez em Mossoró nos governos de Bolsonaro e de Lula. "Se tem alguém aqui que vai poder sentar, seja com Flávio Bolsonaro, ou com Lula, sou eu", afirmou. Ele lembrou a cena do arrastão em Macaíba, com eleitores fazendo o 44 ao lado do 22 e também ao lado do L. "Pessoas convivendo de forma democrática. Eu sou um defensor da democracia."