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O partido Novo entregou de mão beijada a narrativa perfeita para Allyson

O partido Novo entregou de mão beijada a narrativa perfeita para Allyson

O Partido Novo no RN, um dos partidos da coligação do PL de Álvaro Dias, ingressou na Justiça Eleitoral com uma ação pedindo a suspensão do perfil oficial do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), no Instagram (@allysonbezerra.rn), até o dia 15 de agosto, véspera do início da propaganda eleitoral. 

Na representação, a primeira delas, segundo o Partido Novo, ocorreu em 20 de julho, quando as deliberações partidárias foram realizadas e registradas em ata. Já um segundo evento, promovido em 26 de julho, não teria, de acordo com a legenda, qualquer finalidade deliberativa, servindo apenas para dar maior visibilidade pública ao pré-candidato. Na representação, o Novo sustenta que esse ato configurou propaganda eleitoral antecipada, por ter ocorrido em período no qual a legislação eleitoral ainda proíbe a realização de atos de campanha.

Além disso, a ação pede que a plataforma Meta retire do ar, em até 24 horas, todas as publicações relacionadas à convenção partidária realizada em 26 de julho, incluindo sua cobertura. 

Esse pedido é censura pura. 

Concordo com a decisão da Justiça para derrubar os três perfis falsos de Allyson, onde foi determinada a identificação dos responsáveis, com acusação de que eses perfis seriam usados para ataques contra adversários. Isso é uma situação completamente diferente. 

Agora, pedir a retirada do perfil oficial de um candidato e de todas as publicações sobre sua suposta convenção é totalmente absurda. Não sou eleitor de Allyson e nunca votei nele para nenhum cargo. Mas, como comunicador, não posso defender medidas que censurem e restringem a comunicação de um adversário. 

Esse tipo de burrice vai produzir exatamente o efeito contrário. Em vez de enfraquecer o candidato, oferece a ele a oportunidade de explorar o discurso vitimista de que estaria sendo perseguido ou censurado. Eu desconheço candidato que mais cresce em cima de um discurso vitimista do que ex-prefeito de Mossoró.

Não seria a primeira vez que Allyson transforma um episódio adverso em capital político. Em 2020, durante um debate, a então prefeita Rosalba Ciarlini se referiu a ele, em tom de ironia, como "pobrezinho". A campanha reagiu rapidamente. No dia seguinte, o episódio já havia sido incorporado à estratégia de marketing, com adesivos, músicas em carros de som nas ruas. 

Que burrice do Novo.