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O isolamento político de Allyson ao apostar todas as fichas em Zenaide Maia

O isolamento político de Allyson ao apostar todas as fichas em Zenaide Maia


O movimento do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) de fechar apoio exclusivo à senadora Zenaide Maia (PSD) para a reeleição ao Senado pode ter o efeito contrário do que ele imagina. Ao restringir sua aliança a “somente Zenaide e nada mais além de Zenaide”, Allyson se coloca em rota de colisão com as demais lideranças da oposição no Rio Grande do Norte, que hoje trabalham por um entendimento mais amplo e pragmático.

A costura desse bloco oposicionista não é simples. O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), já trabalha para levar o partido ao palanque de Rogério Marinho (PL), numa articulação que incluiria Styvenson Valentim e outros três pré-candidatos ao Senado que estão disputando a escolha de uma das vagas, como Coronel Hélio, Babá e até mesmo Álvaro Dias. Allyson, ao se afastar desse projeto, corre o risco de perder apoio de deputados federais, estaduais e de uma bancada robusta que poderia dar sustentação ao seu próprio futuro político.

Restaria a Allyson, nesse cenário, três caminhos: tentar arrastar o Progressistas para sua órbita e para a de Zenaide, enfrentando Paulinho; migrar para o PSD de Kassab, algo que dependeria do aval nacional e que não seria trivial, dado o alinhamento do partido ao governo Tarcísio de Freitas em São Paulo; ou, então, recuar do projeto de concorrer ao governo em 2026, concentrando forças em eleger aliados próximos, como a primeira-dama Cinthia Bezerra, e limitar sua participação a declarar apoio exclusivo à reeleição de Zenaide.

De qualquer forma, o gesto atual mostra mais isolamento do que construção e, na política, quem joga sozinho costuma perder o jogo. Carlos Eduardo Alves que não leia essa matéria.

Ouvi de alguém que estava no evento de Zenaide, no sábado: "Allyson pensa que esses 50 prefeitos que estão com ela vão para o palanque dele".