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Nota da UERN sobre o caso Samara gera reação negativa; 'diz nada com coisa alguma'

Nota da UERN sobre o caso Samara gera reação negativa; 'diz nada com coisa alguma'


Após este Blog divulgar uma nota de esclarecimento da assessoria de Comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) sobre o caso da enfermeira Samara Alves, que foi impedida de se matricular como pessoa com deficiência no mestrado em Saúde e Sociedade por ser autista, as minhas contas no WhatsApp e no Instagram foram inundadas com comentários negativos em relação à posição da instituição. Várias pessoas vinculadas a ONGs e instituições que defendem os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) reclamaram da posição da universidade, e muitas ficaram desapontadas com a nota. Algumas pessoas, que preferiram não se identificar, afirmaram que "a nota não diz nada com coisa alguma".

Em resumo, a nota da UERN esclareceu apenas a atuação do trabalho da Junta Multiprofissional da universidade, mas utilizou uma linguagem repleta de termos técnicos e jurídicos, sem abordar especificamente o caso da enfermeira. Em outras palavras, a nota foi considerada como "encher linguiça". A UERN, que possui uma história brilhante de formação acadêmica e luta pela inclusão e pelos direitos das pessoas com deficiência no Rio Grande do Norte, jamais deveria ter se limitado a uma nota que não se posicionou especificamente sobre a situação da Samara.

A enfermeira afirmou que continua lutando pelos seus direitos, e a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB Mossoró se ofereceu para ajudar a Samara e investigar o caso. A notícia se espalhou por todo o país em perfis que defendem a luta das pessoas com TEA, TDAH e PCD no Brasil. Um dos perfis que divulgou a notícia foi do doutor e especialista em autismo e inclusão, Lucelmo Lacerda.

O legislativo mossoroense conta com uma comissão dedicada à defesa dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O vereador Tony Fernandes (SD) é o responsável por liderar essa comissão, mas até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o caso da Samara.