A Neoenergia, controladora da Cosern no Rio Grande do Norte, registrou lucro de R$ 924 milhões no terceiro trimestre de 2025 e R$ 3,6 bilhões acumulados entre janeiro e setembro, um salto de 10% e 28% em relação ao ano passado.
A empresa aplicou cobranças abusivas de ICMS sobre GD2 e GD3 para quem gera energia solar no Rio Grande do Norte. A cobrança foi barrada ontem (17), após repercussão negativa e forte pressão popular.
A tentativa de enfiar uma cobrança injusta no colo de quem investiu do próprio bolso para gerar energia limpa expôs o tamanho da desconexão da Neoenergia com a realidade do consumidor potiguar.
Se não fosse a reação imediata dos consumidores e a atuação do Procon RN, esse peso extra continuaria sendo empurrado para quem faz exatamente o que o mundo inteiro estimul, que é produzir energia renovável.
Porque é difícil engolir que uma empresa que lucrou R$ 3,6 bilhões em nove meses precise recorrer a artifícios tributários para arrancar mais alguns reais de quem tenta fugir da tarifa cada vez mais pesada que ela própria impõe.
A Cosern vai devolver os valores cobrados abusivamente?