O assassinato de José Alberto Freitas em uma loja do supermercado Carrefour de Porto Alegre, por dois seguranças, um dia antes do Dia da Consciência Negra, levantou inúmeros debates e gerou protestos em várias cidades pelo Brasil.
Movimentos em defesa dos negros protestaram cobrando justiça e levantando o debate sobre questões raciais. Protestos legítimos, desde que sejam sem violência e vandalismo.
Porém, a morte da brasileira negra em atentado terrorista em Nice, França, no dia 29 de outubro, sequer mobilizou o ativismo pelo mundo. Simone Barreto, nascida em Salvador e mãe de três filhos, estava na igreja quando foi esfaqueada por um muçulmano de origem tunisiana.
Simone assim como José Alberto era negra. Mas no caso dela, não houve protesto cobrando punição e justiça. Sem passeatas, sem protestos em eventos esportivos, sem pessoas se ajoelhando pedindo apuração do caso. A morte de Simone foi esquecida.
A morte da brasileira na França revela que nem todas vidas negras importam!