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MP e TCE apuram possíveis irregularidades na Previ

MP e TCE apuram possíveis irregularidades na Previ

O presidente do Instituto Municipal da Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ), Elviro Rebouças, foi entrevistado desta sexta-feira, 18, pelos jornalistas Esdras Marchezan e Saulo Vale, durante o Jornal da Tarde, programa transmitido pela Rádio Rural de Mossoró.

Em sua entrevista, Elviro revelou que o Ministério Público Estadual (MPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão de posse de documentos para apurar possíveis irregularidades ocorridas na repartição durante a gestão passada.

Uma das revelações do Presidente da Previ foi que cerca de R$ 7 milhões foram retirados dos cofres da Previ, no dia 29 de dezembro de 2016 (dias antes da posse da prefeita Rosalba Ciarlini), e colocados num fundo de investimento duvidoso.

"Este fundo só tem dois clientes, a Previ e outro, sendo que 70% do seu capital é o dinheiro da Previ", explicou. O negócio feito pelos antigos diretores da Previ impede também que o instituto interfira neste dinheiro por um prazo de 10 anos.

Economista, Elvira explicou que investimentos neste tipo de fundo são investimentos de alto risco e que podem gerar muito prejuízo.

“A Previ foi muito maltratada na última administração municipal. Os repasses, tanto da alíquota de 16,5%, patronal, que cabe à Prefeitura repassar dos seus funcionários para a Previ, nos últimos três anos, 2014, e mais marcantemente, 2015 e 2016, não foram feitos", disse. A prática, considerada por ele como apropriação indébita, gerou um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres do instituto. "Fora uma dívida patronal de R$ 22 milhões. Ou seja, encontramos um débito da Prefeitura de Mossoró junto a Previ, entre servidor e dívida patronal, de R$ 32 milhões”, afirmou.

Em caixa: “Tinha um lastro suficiente, das administrações passadas, que dá para dizer que não há crise. O aposentado e pensionista pode ficar despreocupado, porque não há problema de falta de liquidez, para pagar aposentadoria”, afirmou.

“Hoje, nós temos R$ 52 milhões em caixa na Previ, já com a prefeita Rosalba, pagando a integralidade do que foi desconta dos servidores, de janeiro a junho de 2017, já que a competência de julho se vence em 31 de agosto. Pagando também, de abril a junho, integralmente, a parte patronal, que cabia a Prefeitura pagar. Ela [Rosalba] está parcelando o débito. Há seis parcelamentos em andamento na Previ”.