Através de nota divulgada na página oficial no Facebook, o Movimento Brasil Livre (MBL) Mossoró esclareceu alguns pontos sobre o ocorrido na manhã desta quarta-feira (1º) envolvendo a vereadora Izabel Montenegro (PMDB) e o estudante e representante do MBL, Sérgio Lima.
Na nota, o MBL denunciou que a vereadora Izabel Montenegro usou de “insinuações intimidatórias” para alguns membros do Movimento, em especial ao estudante Sérgio Lima que ouviu ameaças de processo judicial caso o Movimento utilizasse das redes sociais para fazer oposição à vereadora.
Ainda na nota, o movimento reconheceu que, durante o debate acalorado, se perdeu toda a objetividade pretendida no início do encontro. E afirmou ainda que a "luta está apenas começando".
CONFIRA NOTA:
Na última terça-feira, dia 31 de maio, foram votados na Câmara Municipal de Mossoró (CMM) dois projetos que atentam claramente ao princípio da moralidade previsto na Constituição Federal. Nessa Sessão, os vereadores deste município aprovaram por unanimidade entre os presentes os seguintes Projetos de Lei: PLOL 78/2016 e PLCL 02/2016, que tratam, respectivamente, do aumento da remuneração dos Vereadores para R$ 12.600,00 e da criação de 21 cargos de “Assessor Especial de Gabinete Parlamentar”, remunerados em R$ 3.480,00. Ao todo, ambos os projetos impactam em mais de R$ 1,6 milhões no orçamento anual do Poder Legislativo Municipal, totalizando R$ 6,5 milhões durante a Legislatura, criando gastos num momento onde o que se busca é a contenção de despesas e o reajuste das Contas Públicas, tanto a nível Municipal quanto Estadual e Federal.
Por entendermos como imorais e incabíveis estes projetos, decidimos convocar a população mossoroense a se fazer presente na Sessão desta terça-feira. Ao chegar na Sessão, após tentar – sem sucesso - dialogar com alguns vereadores, foram suspensos os trabalhos para que pudéssemos ser ouvidos pelos parlamentares.
Neste segundo momento, os vereadores passaram a responder aos nossos questionamentos de maneiras diversas, alguns apoiando a nossa iniciativa, como exemplo o Ver. Tomaz Neto, outros defendendo os projetos aprovados, o que foi o caso da Vereadora Izabel Montenegro dentre outros. Esta, entretanto, além de expor os seus argumentos, aos quais tentamos rebater ponto a ponto, também usou de insinuações intimidatórias para alguns membros deste Movimento, em especial um estudante, que ouviu ameaças de processo judicial caso o Movimento utilizasse das redes sociais para fazer oposição à vereadora. Também foi ordenado - em tom autoritário - ao rapaz que o mesmo baixasse o tom de voz, atitude esta instantaneamente devolvida, provocada pela animosidade das discussões. A partir deste momento, reconhecemos que se perdeu toda a objetividade pretendida no início do encontro, considerando-se os excessos de ambas as partes. Ao fim, foram expostas as últimas alegações por ambos os lados e saímos daquela sala com apenas uma certeza: A nossa luta NÃO ACABOU. Está apenas começando!
VOCÊ VAI PAGAR ESSA CONTA?
MOVIMENTO BRASIL LIVRE,
Mossoró, 01 de junho de 2016
Protestos
Os estudantes criticaram o aumento da remuneração dos vereadores para R$ 12.600,00 e da criação de 21 cargos de “Assessor Especial de Gabinete Parlamentar”, remunerados em R$ 3.480,00. Eles ocuparam as galerias do plenário da Câmara e pressionaram os vereadores a realizarem uma audiência. A sessão foi interrompida e o presidente em exercício, vereador Alex do Frango, para que os vereadores pudessem debater com os estudantes o tema.
O integrante do MBL e pré-candidato a vereador, Hélito Honorato, entende que o reajuste foi aprovado sem que a população tivesse conhecimento e sem discussão prévia do tema. Ele criticou a falta de informações sobre os dois projetos e lamentou o comportamento dos vereadores em tentar atuar de forma obscura.
“O que estamos fazendo aqui hoje é cobrar dos representantes que eles tenham uma posição mais firme em relação a isso. Que não aumentem os seus cargos e nem os salários, pois estamos vivendo um momento de crise em que nós, cidadãos comuns, estamos economizando. Então por que a máquina pública não vai economizar também? ”, questionou.
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