A população de Mossoró está em pânico. A afirmação não é exagero. Afinal, em menos de 4 dias oito pessoas foram assassinadas na cidade. Só entre quarta e quinta foram cinco mortes. Já da sexta até a madrugada deste sábado, foram mais três homicídios.
A maioria das vítimas já passaram pelo sistema prisional do Estado por crimes como roubo, furto e tráfico de drogas. Alguns deles foragidos e outros que respondiam em liberdade.
São 62 homicídios apenas no ano de 2017 que serão investigados através de inquérito pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Os casos
Na quarta-feira, 29, Duas pessoas foram mortas a tiros, por volta das 6h em um matagal localizado na Av. Olivério Olimpo, em uma região conhecida como "Papoco", no Planalto 13 de Maio.

As vítimas foram André Guilherme de Moura Faustino, 15 anos, e Sebastião Nunes, 64 anos. O adolescente morreu na hora enquanto que Sebastião ainda chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, onde não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu horas depois.
Na noite, por volta das 20h40, o ex-presidiário Igor Helton Varela Rocha, foi morto enquanto assistia a uma partida de futebol na praça do Conjunto Nova Vida (Malvinas). O assassino se aproximou e efetuou vários disparos na cabeça da vítima.
O crime foi presenciado por várias pessoas, que se assustaram quando ouviram o barulho dos tiros.
Na quinta-feira, 30, o crime foi registrado no bairro Aeroporto II, conhecido como "Macarrão". A vítima foi o ex-presidiário Erasmo José da Silva Neto, popularmente conhecido como "Júnior Ureia", (foto ao lado). Ele foi assassinado com pelo menos seis disparos na Rua Anderson Dutra que cruza com a Rua Dolores do Carmo Rebouças.
Segundo informações, a vítima chegou em um bar e teria pedido ao garçom uma cerveja. Logo em seguida, elementos chegaram em uma moto e efetuaram vários disparos. Júnior Ureia tentou correr, mas foi perseguido e morreu a cerca de 20 metros do bar.

O segundo crime do dia aconteceu na Rua Marechal Deodoro, no bairro Barrocas. Francisco Marcelo da Silva, 28 anos, conhecido como "Meu Téa" (foto ao lado), foi morto com vários disparos por uma dupla em uma motocicleta.
Testemunhas afirmaram aos policiais que "Meu Téa" tentou correr, mas foi perseguido e executado pelos assassinos. A vítima estava em liberdade após cumprir pena por furto na Penitenciária Mário Negócio.
Na noite da sexta-feira, 31, a Polícia Militar registrou um homicídio na Rua João Damásio, no bairro Belo Horizonte. A vítima foi identificada como Ranielison Azevedo dos Santos, 29 anos, foragido da justiça.
Ele estava sentado na calçada de sua casa quando homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram vários disparos em sua direção. A vítima tentou correr para dentro de casa, mas foi perseguido e executado. Ele cumpria pena por assalto, mas estava foragido.
O segundo homicídio da sexta, aconteceu no Conjunto Parque das Rosas, no bairro Santa Delmira. A vítima é o músico João Paulo Dias Freitas, 26 anos (foto ao lado). Ele foi atingido com um único disparo próximo ao campo de futebol do bairro.
Segundo informações, a vítima estava na calçada de sua residência, quando foi atingido nas costas pelo disparo. Ele correu para pedir ajuda a populares, mas acabou morrendo minutos depois. A bala atingiu as costas e saiu no tórax. A morte de João Paulo ainda é um mistério. O músico trabalhava em serestas em bares e espetinhos da cidade e, aparentemente, não tinha inimigos.
Na madrugada deste sábado, 1º, a polícia registrou o oitavo homicídio nessa série de mortes que teve início na última quarta-feira. O crime aconteceu por volta das 2h20 no bairro Dom Jaime Câmara, nas proximidades do posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Foi encontrado ao lado do corpo, ainda sem identificação, um revólver calibre 38. A polícia acredita que a vítima trocou tiros com desafetos.
Com informações: Passando na Hora e Fim da Linha