É de conhecimento de toda a população a importância do Mossoró Cidade Junina, evento que fomenta a cultura, atrai turistas e gera emprego e renda para comerciantes e prestadoras de serviço. Mas a situação dos terceirizados não deve ser ignorada. A decisão da Justiça do Trabalho, que determinou a suspensão dos pagamentos das atrações, deve ser analisada com cuidado pela população.
Não existe uma tentativa de enfraquecer o evento, por parte do Ministério Público do Trabalho, e a população não pode jogar nas costas do Mossoró Cidade Junina a responsabilidade pelos atrasos nos pagamentos das terceirizadas que prestaram serviços ao Município. São coisas distintas, e que encontram um ponto de convergência para entre si para que a situação seja resolvida.
No caso das terceirizadas, são centenas de famílias que aguardam um posicionamento quanto aos seus pagamentos. Alguns trabalhadores chegaram a relatar que estão há 12 meses sem receber salários, além de seus direitos trabalhistas ignorados, como decimo terceiro e férias.
Já na visão do evento, também são centenas de ambulantes, empresas, restaurantes, hotéis, pousadas e motoristas de aplicativos que aguardam a data para tirar uma renda extra. O evento além de trazer oportunidades, injeta milhões na economia local.
Mas afinal, de quem é a responsabilidade? Única e exclusiva da Prefeitura de Mossoró, que deixou a situação chegar a esse ponto. O mossoroense torce para que esse imbróglio seja solucionado, e que o evento possa ser realizado sem entraves jurídicos, assim como as terceirizadas possam receber pelos seus serviços prestados.
Atrasos nos pagamentos e a suspensão de um evento do porte do Mossoró Cidade Junina só trazem prejuízos para a economia da nossa cidade. Uma economia que precisa reagir frente à crise do petróleo, e que aposta na informalidade e no empreendedorismo para ser superada.