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Morte de prefeito pode ter sido encomendada por facção em represália a operações policiais na região

Morte de prefeito pode ter sido encomendada por facção em represália a operações policiais na região


Na coletiva à imprensa realizada nesta terça-feira (26), o delegado Wellington Guedes, responsável pelas investigações do assassinato do prefeito de São José do Campestre, Neném Borges, apresentou detalhes sobre o crime e o andamento das investigações. Contrariando especulações iniciais, Guedes descartou a possibilidade de crime político.

Segundo as informações apresentadas pelo delegado, as investigações indicam que o crime pode ter sido encomendado por uma facção criminosa que se sentiu ameaçada por operações policiais na região, atribuindo ao prefeito Neném Borges a responsabilidade por essas ações. O delegado destacou que o prefeito não tinha interferência direta nas forças de segurança, mas era um apoiador das ações visando a tranquilidade e paz social em São José do Campestre.

Guedes revelou que, após uma operação que resultou na apreensão de armas e coletes balísticos, um suspeito foi detido 15 dias depois. Esse indivíduo, agora considerado o principal suspeito pelo crime, teria atribuído as operações ao prefeito, afirmando que seria "a cabeça dele ou a cabeça do prefeito". No entanto, o delegado reforçou que Neném Borges não estava diretamente envolvido nas ações policiais.

O delegado ressaltou a complexidade das investigações, indicando que o principal suspeito, cujo nome não foi revelado para não prejudicar as investigações em curso, encontra-se foragido. Um mandado de prisão está em vigor para sua captura. Imagens de câmeras foram importantes na condução das investigações.

O prefeito Joseilson Borges da Costa, conhecido como "Neném Borges", foi assassinado em 18 de abril de 2023, aos 44 anos, com três tiros na cabeça dentro de sua residência. O crime chocou o pequeno município e a população cobra por justiça.