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Ministério Público Eleitoral decide não abrir ação contra o caixa 2 de Bolsonaro

Ministério Público Eleitoral decide não abrir ação contra o caixa 2 de Bolsonaro

O Ministério Público Federal informou ao GGN, no final da tarde desta quinta (18), que não vai comentar a reportagem da Folha de S. Paulo que denuncia possível financiamento ilícito em favor de Jair Bolsonaro (PSL). Por meio da assessoria de imprensa, o MPE admite que não abriu nenhuma ação para investigar o suposto caixa 2 e avisa que irá atuar quando convocada a se manifestar em ações movida por terceiros.

"O Ministério Público Eleitoral não adianta posicionamento sobre nenhum caso. Sobre este tema, a única informação que temos é que a atuação se dará no âmbito de representações já encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral. (...) Até o momento, não foi aberta ação específica pelo Ministério Público Eleitoral", informou o MPE.

Antes de receber a resposta oficial, a redação foi informada que uma equipe do MPE estava reunida, por volta das 15h, para discutir qual medida seria adotada diante da reportagem da Folha.

O jornal revelou que empresas anti-PT, algumas apoiadoras declaradas de Bolsonaro, como a Havan, contrataram agências de marketing digital para disparar mensagens no WhatsApp às vésperas do segundo turno da eleição. Segundo a Folha, há contrato que chega a R$ 12 milhões. Um levantamento feito pela campanha de Fernando Haddad teria identificado a participação de mais de 150 empresas no que o ex-prefeitou batizou de "organização criminosa".

Bolsonaro, por sua vez, afirmou no Twitter, e por meio de sua defesa jurídica, que não pode controlar o "apoio voluntário" das empresas. Ele não negou a atuação das empresas da maneira descrita pela Folha.

A reportagem lembra que o financiamento empresarial no Brasil foi proibido em lei. A legislação eleitoral também veda o impulsionamento de campanhas na internet por pessoas físicas e jurídicas. Apenas candidatos e partidos podem adotar o recurso, com transparência.

O PT argumenta que Bolsonaro se beneficiou do financiamento empresarial ilegal, via caixa 2, e promete ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Com informações: Jornal GGN