O Mossoró Cidade Junina 2026 atingiu o maior índice de aprovação, de segurança, gerou um montante de R$ 349.914.521,89 na economia local/regional e teve queda na geração de empregos, menos investimento e menor participação popular que o ano anterior. Esses e outros dados estão no diagnóstico de impactos socioeconômicos do evento apresentado na tarde de hoje, 30, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró e colaboração da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
O estudo, conduzido pela Faculdade de Ciências Econômicas (Facem) da Uern, foi realizado antes, durante e depois da programação festiva com visitas a estabelecimentos, levantamento de empresas, entrevistas, coleta de dados, aplicação de questionários, entre outros métodos, para analisar os efeitos econômico-sociais do evento.
O professor Dr. Leovigildo Cavalcanti, coordenador da iniciativa, explicou sobre a metodologia utilizada e fez uma avaliação geral do que foi avaliado.
“A metodologia se resumiu na entrevista, entre turistas e moradores, de 2.500 pessoas, com um intervalo de confiança de 95% e 2% de erro amostral. A avaliação é positiva, principalmente no quesito da organização e fundamentalmente na questão da segurança, onde tivemos 58% a menos de ocorrência do que no ano passado. Então, este ano, o índice de confiança ou de satisfação da população foi o mais elevado possível. Para você ter uma ideia, em termos de satisfação, 99,72% responderam que vão regressar em 2027”, detalhou.
Presença
O evento, segundo o estudo, não correspondeu às projeções em termos de participação popular, não atingiu um público maior que 2025 (no Pingo da Mei Dia deste ano, o público foi de 190.578 pessoas) e nem na totalidade (1.210.074 pessoas). Positivamente, houve um aumento significativo no Boca da Noite (134.028 pessoas).