Nos últimos dias, o crescimento do mato tornou-se um tópico popular em Mossoró. Não importa se é em uma creche, posto de saúde, avenida ou em um terreno baldio, onde há mato, há alguém filmando com um celular. Essas pessoas são os pré-candidatos a vereador, que aparecem apenas durante às vésperas de uma eleição municipal tentando mostrar serviço e preocupação com os problemas das comunidades. O mato tornou-se um palanque eleitoral para esses candidatos.
Embora seja dever obrigatório da Prefeitura zelar pelos prédios públicos, ruas e avenidas, é comum que o mato cresça durante o período chuvoso. No entanto, isso não deve ser ignorado nem motivo para “passar pano”. Gestor deve ser cobrado, não endeusado. Mas é até cômico ver pessoas se aproveitando dessa situação para ganhar vantagem política.
Quando vejo alguém que nunca falou sobre o assunto começar a reclamar do mato, posso ter certeza de que estou diante de um pré-candidato. Depois das eleições, pode cair uma chuva de meteoros que eles não darão a mínima para o problema. O que importa para eles é o momento, e muitos pensam que reclamar sobre o mato vai garantir votos.
É importante lembrar que há assuntos mais relevantes para debater, como geração de emprego, polícia comunitária, ações sociais e projetos de educação. O debate deve ser amplo, não limitado. Infelizmente, poucos pré-candidatos se concentram nesses temas importantes.
Não votaria em um candidato que usa mato como plataforma política. É um debate pobre e sem conteúdo. Ação que qualquer morador pode fazer. Se for eleito, o que ele tem a oferecer de projeto na Câmara? Apenas apresentar requerimento à prefeitura solicitando limpeza de mato? Aliás, eu tenho muito mato no meu quintal, algum pré candidato a vereador disposto a limpar?