O debate idealizado pela vereadora Clorisa Linhares (PSDC) em torno da indústria salineira mobilizou, na manhã desta terça, 5, na Câmara Municipal de Grossos, representantes da classe política potiguar, assim como empresários do setor, população e estudiosos sobre o tema.
O evento, que contou com a presença de mais de 150 pessoas, reuniu nomes como os dos deputados Souza Neto, Larissa Rosado e vereadores dos municípios de Mossoró, Grossos, Tibau, bem como o ex-senador Tasso Rosado.
“Consideramos a discussão como muito produtiva. A pluralidade de ideias e propostas aqui apresentadas demonstra o quanto a audiência pública se mostrou acertada e importante para um setor que hoje é responsável pela manutenção de 15 mil empregos diretos e 65 mil empregos indiretos em nosso estado”, resumiu a vereadora Clorisa.
Em sua explanação, a parlamentar pontuou aspectos históricos, econômicos e sociais sobre o sal, lembrando que a as primeiras salinas instaladas em Mossoró, Areia Branca, Assú e Macau, datam de 1802, época da colonização. Citou ainda que atualmente a produção de sal no RN representa 94,01% da produção de todo o Brasil, com uma média de 8 milhões de toneladas produzidas anualmente.
“Para se ter uma ideia, o Rio de Janeiro, que está logo atrás do RN, produz apenas 206 mil toneladas anualmente. Mexer no sal é mexer na história de cada um de nós. Esse é o maior tesouro da nossa região. Grossos, por exemplo, sobrevive dessa atividade secular. Não posso me calar diante dessa possibilidade de recuo das áreas ocupadas pelas salinas, como propõe o Ministério Público Federal”, destacou Clorisa.
A propositora da audiência sugeriu que, ao invés do recuo das salinas, haja uma compensação ambiental em outras áreas. “Por que não a construção de um Parque Ambiental, em um outro espaço? Há outras alternativas, que precisam ser debatidas. Essas áreas que estão ocupadas já estão salinizadas, não servirão para replantio, por exemplo. Meio ambiente e sociedade podem sim conviver de maneira harmoniosa”, defendeu a parlamentar.