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Libertem Bolsonaro!

Libertem Bolsonaro!


Um ex-presidente da República, eleito por milhões de brasileiros em 2018, está há 78 dias submetido a tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e censura digital. Isso sem sequer ter sido denunciado formalmente. A lei não permite medidas cautelares sem denúncia. E, ainda assim, elas seguem sendo impostas, ignorando o devido processo legal.

O inquérito 4.995 virou um labirinto sem saída. O relator, Alexandre de Moraes, deveria ter revogado de ofício tais restrições. Não fez. O silêncio do Supremo é ensurdecedor. E o que deveria ser Justiça se converte em espetáculo de poder.

A situação de Jair Bolsonaro expõe algo maior: um sistema que escolhe a quem punir e como punir. Eduardo Bolsonaro exerceu prerrogativa de parlamentar ao denunciar abusos a autoridades estrangeiras. Transformar isso em coação é uma distorção absurda. Criminalizar o apoio de um pai ao filho, um delírio ainda maior.

Não há imparcialidade. Há perseguição. O ex-presidente é tratado como refém político, mantido sob vigilância e restrições sem base legal sólida. Enquanto isso, a mídia finge não ver. O que se ergueu no Brasil não é Justiça: é um regime de exceções travestido de normalidade.