A Avenida Leste-Oeste em Mossoró virou um campo fértil para tragédias. Não tem outra definição. Em horários de pico, a via vira uma armadilha, especialmente para motociclistas, que se arriscam entre carros e a pressa alheia.
Construída na década de 70, a via parou no tempo. Mossoró cresceu, a Leste-Oeste não. Virou um gargalo urbano. Ao redor, o progresso se multiplicou. Condomínios, supermercados, concessionárias, igrejas. A avenida, estreita foi ficando sufocada.
Hoje pela manhã, mais um acidente. Duas vítimas caídas no asfalto. Trânsito travado. Buzinas, pressa, impaciência. A rotina se repete.
Trafegar por ali é jogar com a sorte. Uma roleta russa diária. E qualquer um pode ser o próximo sorteado.
Não faltam avisos, nem estatísticas. Falta ação. Enquanto o poder público finge não ver, a Leste-Oeste segue segue como um corredor de vidas interrompidas, de ferimentos e descaso.
Urgente é pouco. Mossoró precisa acordar antes que o próximo acidente vire manchete de luto.