O ex-senador José Agripino Maia (DEM) e outras duas pessoas tiveram os bens bloqueados em aproximadamente R$ 600 mil. A decisão se refere a processo que envolve denúncia sobre “funcionário fantasma”. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Ministério Público Federal.
A decisão da 4ª Vara da Justiça Federal do Rio Grande do Norte deferiu pedido do MPF para bloquear imediatamente valores em dinheiro e, se necessário, também de veículos e bens móveis e imóveis. O bloqueio é para garantir ressarcimento do suposto dano causado.
Além de José Agripino Maia, o bloqueio se estende a Raimundo Alves Maia Júnior (conhecido como Júnior Maia) e Victor Neves Wanderley (conhecido como Victor Souza). O primeiro seria sogro do segundo e é assessor direto do ex-senador.
Os três respondem a ação de improbidade e denúncia por desvio de aproximadamente R$ 600 mil de recursos federais. De acordo com as investigações, entre março de 2009 e março de 2016, José Agripino nomeou e manteve como secretário de seu gabinete em Brasília Victor Souza.
Nesse mesmo período ele era gerente de farmácia em Natal e, desde 2017, é presidente da Câmara de Vereadores do município de Campo Redondo. De acordo com o MPF ele não prestava serviços e repassava a remuneração recebida do Senado a Júnior Maia.
Esse repasse era feito dessa forma porque Júnior Maia era era servidor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, e não poderia assumir oficialmente a função no Congresso. Nomear o genro e promover o repasse foi a forma encontrada para garantir os pagamentos.
Com informações: OP9



