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José Agripino é um desastre na formação de nominatas

José Agripino é um desastre na formação de nominatas

O presidente do União Brasil é um político de carreira, com longa história. Isso é inegável. Mas, na articulação política, como presidente de legenda, está sendo um desastre. A apresentação da nominata da federação PP/União Brasil durante a convenção cartorial causa espanto dentro do grupo. Os três caciques da federação, Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria, estão apreensivos, roendo os dedos, dormindo à base de Rivotril. É que a conta para eleger os três passa longe.

As esteiras não ajudam, foram convidadas de última hora. Quatro mulheres vão lançar candidatura com medo de Leila Maia seguir o destino de Kelps e abandonar o barco. Na conta, a federação está brigando para fazer duas, se contar com a sorte da sobra. Na contabilidade e fazendo um parâmetro das outras duas nominatas competitivas, a do PL, que é a mais forte, e a da federação PT/PCdoB e PV, corre o risco de PP e UB fazerem uma cadeira. Na conta, quem tem mais dinheiro e estrutura será Robinson Faria.

Dizem que Benes é o mais apreensivo. E com razão. Em 2022, ele e Paulinho montaram a nominata do União Brasil para federal. Em 2024, Paulinho Freire também assumiu as rédeas da nominata para vereador. Agripino tem status, vaidade, o peso de ter no histórico o fato de ter sido governador e senador, mas, para montar nominata, é uma tragédia.

Isso pode custar caro para o projeto de Allyson, que não lançou nenhum nome palaciano para federal, para aceitar decisões do grupo de dividir os votos em Mossoró. Se eu fosse Allyson, teria lançado ou Thiago Marques ou Genilson Alves pelo grupo governista da cidade.