O deputado João Maia está desolado após ter que entregar o Partido Liberal (PL), de quem ele foi presidente por vários anos, para o senador Rogério Marinho. A decisão foi acertada essa semana por Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda.
Costa Neto quer transformar o partido com a cara do bolsonarismo visando as eleições municipais de 2024. Bolsonaro e Michelle viajarão os estados para promover campanha de filiação e fortalecer a legenda. O PL vai lançar candidatos a prefeito nas principais capitais e cidades do Brasil.
Esse projeto de expansão do partido não cabe João Maia, que conduziu o PL de forma centralizadora e individual. O deputado vai ter que procurar outro partido para chamar de seu. Ele sai pela porta dos fundo do PL, desolado, humilhado e descartado como copo de café.
Mas há uma vantagem nisso. João Maia está livre para oficializar sua ida à base do Governo Lula. Vai poder votar projetos e pautas de interesses da esquerda sem se preocupar com criticas por ser filiado a um partido de direita. O deputado, que sempre foi considerado um camaleão na política (mudar de cor conforme a ideologia no poder), pode até indicar cargos no RN.