Isolda reduz Anel Viário a “8 km de asfalto” e ignora estrutura completa da obra


O papel da deputada Isolda Dantas (PT) na inauguração do Anel Viário 15 de Março foi patético. Desnecessário. Sem conseguir emplacar a narrativa de que é uma obra do PT ou do governo Lula, ela preferiu adotar o estilo de atrapalhar. Gravou um vídeo ridículo dizendo que a matemática da obra a tornou cara. Resumiu o projeto apenas à aplicação de 8 km de asfalto. Disse que, pela matemática de uma obra que custou 80 milhões, foram gastos 10 milhões por quilômetro.

Eu não sou engenheiro, não atuo na construção civil, entendo zero de obra. Não sei fazer o orçamento de um banheiro. Mas usei a ferramenta da inteligência artificial, com um prompt, para me dizer qual seria o valor médio de uma obra dessa magnitude. Não fiz como a deputada, que limitou o anel viário aos 8 km de asfalto.

Inseri o trajeto de 8 km, mais uma ponte de 140 metros, além de toda a via iluminada com LED, calçadão e ciclovia. O ChatGPT me apresentou três resultados. A obra, no menor valor, giraria em torno de 80 milhões (o que bateu com o valor apresentado pela deputada). O valor médio seria de 100 milhões a 130 milhões. E, acima disso, passaria de 150 milhões.

Isolda sabe que essa obra tem as digitais do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que alocou os recursos por meio do senador e então ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL).

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