O Laboratório Central Dr. Almino Fernandes lançou nota técnica afirmando que irá analisar apenas as amostras de casos suspeitos que se enquadrem em grupos de risco. A denúncia é do Sindicato da Saúde do RN.
As amostras que serão analisadas pelo LACEN serão de pacientes que já se encontram com sintomas compatíveis por mais de 7 dias, e que se enquadrem em alguma das tais condições: "diabetes mellitus, hipertensão arterial, cardiopatia, doença pulmonar crônica, neoplasias malignas e gestação de risco -, pacientes com 60 anos ou mais e profissionais da saúde."
Todas as demais amostras de casos suspeitos que não se enquadrem nos grupos de risco serão descartadas sem análise. De acordo com o Sindisaúde RN, a medida é preocupante, pois vai abrir margem a uma "cifra negra" de óbitos, que vão "pular" de casos suspeitos a mortes, sem contanto ser possível apontar a confirmação do óbito ao Ministério da Saúde e fazer constar em seu atestado de óbito, pois aquela amostra foi descartada no laboratório.
O Laboratório justifica a medida como uma racionalização, inevitável em um contexto que está faltando testes para suprir a demanda crescente. Então analisar as amostras do grupo de risco seria a "primeira prioridade". Todavia, todas as amostras merecem ser analisadas. Faz-se necessário lembrar de Matheus Aciole, de 23 anos - primeira vítima de Coronavírus na capital do Rio Grande do Norte. Apesar de alguns veículos da mídia falarem de "Obesidade", com esta nova ordem, Matheus viria a falecer sem que sua amostra fosse analisada.
Nota do Sindisaúde RN: "Caso não evite o descarte de amostras de casos suspeitos, o Governo do Rio Grande do Norte pode ser apontado como cúmplice nas subnotificações e na "maquiagem" dos dados, que já não são perfeitos. Tanto a sociedade, quanto o Ministério da Saúde precisam saber da verdade sobre o Coronavírus no RN. Todos os esforços orçamentários devem ser aplicados não em "racionalizar" o uso de testes e descartar amostras, e sim em promover testes em massa na população para alcançar um grau superior de verdade nas estatísticas - para assim poder combater melhor a pandemia no Rio Grande do Norte e em todo o Brasil"
Com informações: Sindisaúde RN