O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja solto imediatamente. A declaração foi feita durante a sessão da 2ª Turma da Corte, na tarde desta terça-feira (25/06/2019). Para o magistrado, Lula deve ser posto em liberdade até o término do julgamento do habeas corpus 164.493 que pede a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. O ministro Edson Fachin é o primeiro a votar.
A 2ª Turma decidiu analisar o pedido de soltura após a defesa do petista pedir o julgamento do processo. O HC havia saído da pauta desta terça, por ordem do ministro Gilmar Mendes. O magistrado havia pedido o adiamento da análise do habeas corpus, que figurava como 12º item da lista. Gilmar Mendes alegou que não haveria tempo hábil para a avaliação. Somente o voto do ministro tinha mais de 40 páginas.
Com a decisão, os advogados de Lula pediram destaque para a matéria. Após o início da sessão desta terça, a presidente da 2ª Turma, ministra Cármen Lúcia, ouviu os outros magistrados e decidiu votar o pedido de liberdade de Lula. A análise do HC que questiona a imparcialidade de Moro vai ficar para o segundo semestre.
Com informações: Metrópoles

