O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Genilson Alves (União Brasil), revelou nesta sexta-feira (31) que herdou uma dívida de R$ 4.565.880,68 da legislatura anterior, sob a gestão do ex-presidente Lawrence Amorim (PSDB). Durante coletiva de imprensa, Genilson informou que já conseguiu amortizar R$ 1.554.218,54.
Desse montante, R$ 314.908,30 são referentes a impostos, R$ 750.174,97 a débitos com o INSS, R$ 65.126,74 a multas e juros com a PREVI e o INSS, R$ 746.261,42 a fornecedores e prestadores de serviços, R$ 165.986,79 à PREVI, R$ 72.656,37 à Fundação e R$ 883.198,35 a salários de servidores, assessores e vereadores.
Entre os débitos quitados, ele destacou impostos que ultrapassavam R$ 300 mil e dívidas do INSS superiores a R$ 750 mil. O presidente firmou ainda que conseguiu pagar integralmente os salários de novembro dos vereadores, assessores e servidores efetivos da Casa. No entanto, o pagamento de parte dos assessores referentes ao mês de dezembro ainda está pendente.
Para equilibrar as contas, Genilson precisou adotar medidas como cortes em servidores comissionados e terceirizados, suspensão de passagens aéreas e redução de funções gratificadas. “Se medidas tivessem sido tomadas antes, teríamos equilíbrio até o final do ano. Conseguimos pagar 100% de novembro, mas dezembro, não. Apenas parte dos servidores recebeu”, declarou.
Prédio
Genilson revelou que há uma dívida de meio milhão referente ao aluguel do prédio do Legislativo. Segundo ele, há uma ação na Justiça para a cobrança desse débito. O presidente esclareceu que, por estar em tramitação judicial, o valor não foi incluído na contabilidade oficial de débitos apresentada hoje.
Segundo Genilson, a gestão financeira da Câmara segue sob ajustes para tentar regularizar a situação até o mês de junho.