Deputados de partidos como Novo, PL e Cidadania fecharam questão e decidiram votar contra a PEC do Lula, independentemente das mudanças. A expectativa é que a matéria vá ao plenário da Casa ainda essa semana.
Ao todo, 53 parlamentares abriram o voto contrário ao texto. Entre eles, está o deputado potiguar General Girão (PL-RN). Ele se soma ao senador Styvenson Valentim (Podemos) que votou contrário à proposta.
Se aprovada, o total de gastos a mais nos cofres públicos seria de R$ 168 bilhões e a proposta orçamentária seria válida até 2024.
Na Câmara dos Deputados, a PEC precisa do voto de, no mínimo, 308 parlamentares nos dois turnos de votação.
Cenário turbulento para o Brasil
Economistas estimam que a PEC do Fura-teto aumente a dívida pública, hoje estimada em cerca de 77% do PIB, que tem impacto imediato na cotação do dólar. Nesse caso, aumenta em relação ao real.
O aumento da cotação da moeda americana tem reflexos na inflação. Ela aumenta e afeta de forma mais aguda as camadas mais pobres da população.
A consequência inescapável do aumento da inflação – e a mesma lógica vale para a perspectiva de descontrole da dívida pública -, é a elevação dos juros.
Por fim, a combinação desses fatores, altas do dólar, inflação e juros, leva ao baixo crescimento da economia, cujas previsões para 2023 já oscilam entre pouco e nada animadoras.