O programa Gás do Povo, uma das principais vitrines sociais do governo Lula, entrou na zona de risco. O Sindigás, entidade que representa as distribuidoras de GLP, cobrou do Ministério de Minas e Energia a atualização urgente dos preços de referência usados no ressarcimento do benefício.
O motivo é que o custo do gás disparou. Segundo o próprio setor, o GLP já acumula alta de cerca de 16% desde o início da guerra envolvendo o Irã, impactando toda a cadeia de distribuição. Mesmo assim, os valores pagos pelo governo às empresas seguem defasados.
O programa funciona como um voucher para a compra do botijão de 13 kg, destinado a famílias do Bolsa Família e de baixa renda. Hoje, cerca de 15,5 milhões de famílias são atendidas. O problema é que, sem atualização nos valores, o prejuízo começa a cair no colo das distribuidoras.
O alerta do Sindigás é que se nada for feito, empresas podem abandonar o programa. Ou seja, um projeto criado para garantir acesso ao gás de cozinha pode começar a falhar justamente por falta de sustentação econômica.